A mais barata que ainda presta: MK-20
Se o critério é puramente preço, a pedaleira M-VAVE mais barata é a MK-20, que sai entre R$ 350 e R$ 500 importada. Ela é uma pedaleira de chão (floor) com cerca de 30 amp models, 40 efeitos, 3 footswitches mecânicos, afinador, looper básico e saídas de fone e line out. É o piso de preço da marca em formato de pedaleira de verdade.
A pergunta certa não é "qual é a mais barata", e sim "a mais barata ainda faz o que eu preciso?". Na maioria dos casos de iniciante, a resposta é sim. Você só precisa saber exatamente o que está abrindo mão para pagar tão pouco.
O que você ganha pagando pouco
A MK-20 não é uma pedaleira "de mentira". Ela usa o mesmo tipo de DSP da MK-300 (a irmã mais conhecida), com recursos travados via firmware para baixar o custo. Na prática, isso significa que os timbres clean e crunch saem decentes, o afinador funciona, e os 3 footswitches deixam você trocar de preset com o pé — coisa que a Cube Baby, do mesmo preço, não faz.
O que você recebe por R$ 350-500:
- ~30 amp models (Fender Twin, Vox AC30, Marshall Plexi/JCM, Mesa Recto e afins)
- ~40 efeitos (drive, modulação, delay, reverb)
- 10 IRs de cabinet internos
- 3 footswitches mecânicos no chão
- Saída de fone + line out 1/4" mono
- Afinador cromático e looper de ~30 segundos
Para estudar, ensaiar repertório simples e até tocar um show com poucas trocas de timbre, isso basta. É bom o suficiente para clean, crunch e leads clássicos de rock.
O que você perde no modelo mais barato
Aqui mora a parte honesta. A MK-20 é barata porque corta recursos que custam caro:
- Sem app — toda configuração é por botão no painel. A curva de aprendizado é maior.
- Sem Bluetooth — não toca backing track sem fio nem configura pelo celular.
- Sem bateria — sempre precisa de fonte 9V (que você compra à parte).
- Sem interface de áudio USB — não grava direto no computador; o USB-C serve só para atualizar firmware.
- Sem IR custom — você fica nos 10 cabinets internos, sem carregar IRs de terceiros.
- High gain no limite — para metal moderno e djent, falta brilho e definição.
- Mono only — efeitos estéreo (chorus, ping-pong) soam menos do que poderiam.
Nenhuma dessas faltas é um defeito — são decisões de preço. O ponto é alinhar expectativa: se você precisa gravar no PC ou carregar IRs custom, a mais barata não serve, e qualquer economia vira frustração.
Nota
Comprar fonte boa não é luxo: fonte 9V genérica de R$ 30 mete chiado em qualquer multi-efeitos. Reserve R$ 80-200 para uma fonte isolada decente. Sem isso, a MK-20 pode soar pior do que realmente é.
MK-20 vs Cube Baby: as duas mais baratas, casos de uso opostos
Por um preço parecido, a M-VAVE oferece duas portas de entrada com filosofias diferentes. A Cube Baby (R$ 500-700) é desktop e cheia de conveniências; a MK-20 (R$ 350-500) é de chão e mais espartana. Não é uma melhor que a outra — é cada uma para um cenário.
A Cube Baby ganha em:
- Bateria interna (~8h) — toca sem tomada
- Bluetooth de áudio — toca junto com música
- App de configuração pelo celular
- Interface de áudio USB — grava direto na DAW
- Tamanho pequeno — cabe na mochila
A MK-20 ganha em:
- 3 footswitches para trocar som com o pé
- Line out 1/4" para amp/PA
- Chassi robusto para palco
- Preço ainda mais baixo
A regra é simples: toca fora de casa, em pé, em banda → MK-20. Estuda em casa, quer gravar e tocar junto com música → Cube Baby. Eu destrincho essa comparação no review da MK-20, incluindo por que muita gente acaba comprando as duas.
Como a M-VAVE barata se compara ao resto do mercado
A M-VAVE não está sozinha na faixa de entrada. NUX, Mooer, Joyo e Valeton também brigam por esse dinheiro. O diferencial da M-VAVE costuma ser preço agressivo e features modernas (Bluetooth e app na Cube Baby) que concorrentes só entregam mais caro.
Onde a M-VAVE perde é em suporte e qualidade de high gain: marcas como NUX e Mooer têm modelos de entrada com tons de ganho um pouco mais refinados e editores de software mais maduros. Se o seu foco é metal moderno mesmo no orçamento apertado, vale comparar com as alternativas. Para o panorama completo do que entrega mais por menos, leia melhores multi-efeitos custo-benefício — ele coloca a M-VAVE lado a lado com os rivais diretos na faixa barata.
Para entender onde cada modelo M-VAVE se encaixa na linha inteira, do mais barato ao topo, o guia definitivo de qual M-VAVE comprar organiza tudo por uso e orçamento.
M-VAVE MK-20
R$ 1.100–1.500Processador profissional com modelagem ANN e 120 preamps
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Vale a pena economizar ao máximo?
Depende de quanto a economia vai te custar lá na frente. Existe um padrão clássico: a pessoa compra a mais barata, usa por 6 a 12 meses, esbarra numa limitação (geralmente "quero gravar no PC" ou "quero IR custom") e parte para a MK-300. A MK-20 vira backup ou é vendida usada por R$ 250-300.
Se você já sabe hoje que vai gravar, carregar IRs ou tocar metal moderno, comprar a mais barata é economia falsa — você vai trocar rápido e gastar duas vezes. Nesse caso, pule direto para a faixa intermediária.
Mas se você está começando, só quer estudar e descobrir do que gosta, a mais barata é exatamente o investimento certo: baixo risco, custo de aprendizado baixo, e revenda fácil quando subir de nível.
Faixas de preço atualizadas (2026)
- MK-20: R$ 350-500 (a mais barata em formato pedaleira de chão)
- Cube Baby: R$ 500-700 (mais barata em formato desktop com app/Bluetooth)
- Fonte 9V isolada (para MK-20): R$ 80-200
- MK-300 (próximo degrau): R$ 900-1.300 — já é outra faixa
Canais de compra no Brasil:
- AliExpress (loja oficial M-VAVE): menor preço, 30-45 dias de espera
- Shopee (importadores BR): meio-termo, 7-15 dias
- Mercado Livre PJ: mais caro, mas com nota fiscal e direito a reclamação
O veredito sobre a M-VAVE mais barata
A MK-20 é a pedaleira M-VAVE mais barata que ainda entrega uma experiência completa de chão. Ela faz clean, crunch e lead clássico de forma honesta, custa pouco, e segura ensaio e palco simples. Você abre mão de app, Bluetooth, bateria, gravação USB e IR custom — coisas que o iniciante raramente usa no começo.
Se você toca em pé e quer gastar o mínimo, é a escolha óbvia. Se quer praticar em casa com conforto de app e Bluetooth pelo mesmo orçamento, a Cube Baby cobre mais usos. Em ambos os casos, é dinheiro bem gasto para os primeiros 6 a 12 meses — tempo suficiente para você descobrir se precisa de algo maior.
Como tirar o máximo da pedaleira mais barata
Gastar pouco no aparelho não quer dizer ter som ruim. A maior parte da qualidade de uma pedaleira de entrada está em como você a configura, e a MK-20 responde bem a ajuste:
- Comece pelos presets, mas mexa neles. Os sons de fábrica vêm com ganho e reverb exagerados. Baixe o ganho até o ponto em que o ataque fica claro, e corte o reverb pela metade. Já melhora muito.
- Use os IRs internos a seu favor. Mesmo sem IR custom, os 10 cabinets internos soam diferentes entre si. Troque o cabinet de um preset que você acha "fechado" — às vezes o problema é só o cabinet escolhido.
- Ligue o noise gate. Em high gain, o gate interno limpa o chiado e faz a MK-20 parecer mais cara do que é.
- Toque no line out, não só no fone. O som muda bastante quando vai para um amp ou caixa de verdade. Equalize pensando em onde você realmente vai tocar.
Com esses quatro ajustes, a MK-20 passa de "som de pedaleira barata" para algo bem usável em ensaio e palco simples.
Perguntas frequentes sobre a M-VAVE mais barata
A MK-20 serve para tocar ao vivo?
Serve para shows com poucas trocas de timbre. São 3 footswitches, então 3 presets por banco; trocar de banco no meio da música é desconfortável. Para repertório com 1 ou 2 timbres por música, dá conta. Para banda cover com 8+ sons por show, você vai querer algo maior, como a Tank-G ou a MK-300.
Dá para gravar com a mais barata?
Direto no PC, não — a MK-20 não tem interface de áudio USB. A Cube Baby tem. Se gravar é prioridade e o orçamento é apertado, a Cube Baby é a "mais barata que grava". Outra opção é mandar o line out da MK-20 para uma interface de áudio externa, mas aí o custo total sobe.
Qual a diferença real de som para a MK-300?
Mesmo DSP de base, então clean e crunch são parecidos. A MK-300 ganha em high gain (mais definição), número de amp models (60 vs 30), IR custom e looper de verdade. Para quem toca rock pesado ou metal, a diferença é audível. Para quem fica em clean, crunch e lead clássico, a MK-20 entrega quase o mesmo por bem menos.

